1. Segunda-feira: análise pré-mercado e primeiros trades
A semana começou com uma análise detalhada do calendário econômico, destacando discursos de banqueiros centrais e dados de inflação. As primeiras operações foram feitas no par EUR/USD, baseadas em um setup de rompimento de Inside Bar com confirmação no RSI. A alavancagem foi mantida moderada e o gerenciamento de risco seguiu uma proporção de 1:2. O primeiro trade fechou no lucro, mas o segundo resultou em stop. O uso da conta real trouxe maior cautela na execução. A volatilidade controlada da segunda-feira ajudou a manter o psicológico firme para o restante da semana operacional.
2. Terça-feira: armadilhas de mercado lateral e erros de execução
Terça trouxe um cenário de mercado lateral, especialmente no GBP/JPY, onde duas entradas resultaram em prejuízo. O erro foi não respeitar a falta de volume e operar com base em expectativa, e não em confirmação. A disciplina foi afetada pela ansiedade do dia anterior, revelando como emoções podem sabotar decisões. O uso do Stop Loss evitou perdas maiores, mas as lições foram claras: sem volume, não se opera. O trade da tarde no par AUD/USD, baseado em rompimento falso, compensou parcialmente as perdas. O psicológico oscilou, mas a gestão emocional foi trabalhada com meditação antes do pregão.

3. Quarta-feira: recuperação com estratégia de reversão
Na quarta-feira, foi aplicada uma estratégia de reversão no ouro (XAU/USD), após formação de pin bar em zona de suporte no gráfico H1. A entrada foi bem-sucedida, com alvo alcançado em duas horas. Uma operação no USD/CAD foi encerrada manualmente ao identificar divergência no MACD, evitando prejuízo. O saldo do dia foi positivo, com maior clareza nas análises e respeito ao plano. Esse dia reforçou a importância de saber parar quando se está ganhando, sem forçar novas entradas. A confiança aumentou, mas o foco foi mantido. O diário de trades foi atualizado com prints e justificativas de cada decisão.
4. Quinta-feira: excesso de confiança e retorno à disciplina
Após um dia de acertos, a quinta-feira começou mal: uma entrada precoce no EUR/GBP, sem confirmação clara, levou a um prejuízo evitável. A confiança do dia anterior virou ganância disfarçada. A correção veio com o uso do setup de confluência no par NZD/USD, que gerou lucro. A lição foi clara: seguir o plano é mais poderoso que tentar “adivinhar o mercado”. Um trade em derivativos de petróleo, com base em dados de estoque, foi evitado após análise fria — e o movimento se provou errático, validando a decisão de não entrar. A disciplina voltou a guiar a tomada de decisão.

5. Sexta-feira: fechamento da semana e balanço geral
Na sexta-feira, as operações foram reduzidas propositalmente. Um único trade no índice DAX 40 resultou em lucro após análise multi-temporal e confirmação por price action. A semana foi encerrada com lucro líquido de 3,2%, sem grandes perdas e com alto valor educativo. O maior aprendizado foi que operar bem não significa operar sempre. A consistência veio da disciplina, do diário de operações e do controle emocional. Todos os trades foram documentados com prints, setups e justificativas detalhadas. A experiência real mostrou que teoria sem execução disciplinada é apenas ilusão — e que operar de verdade exige muito mais do que técnica.
Conclusão: A teoria testada na arena dos mercados
Documentar uma semana de operações reais revelou a brutal diferença entre entender o mercado e sobreviver nele. Cada trade analisado mostrou que o resultado financeiro é consequência direta de decisões consistentes. Mais importante que os lucros foi o processo: leitura de mercado, gestão de risco, controle emocional e autocrítica. A experiência também escancarou os vícios mentais que rondam todo trader, mesmo experiente. Portanto, se você está começando, pare de procurar fórmulas mágicas e comece a registrar suas próprias batalhas. O mercado não perdoa amadorismo — mas recompensa quem estuda, executa e ajusta com maturidade.